quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

DICAS SIDNEY: O lado mais cool da Bahia

O lado mais cool da Bahia

Praias desertas e o comércio sofisticado da Rua do Mucugê fazem o turista esquecer que Arraial d’Ajuda é um distrito de Porto Seguro
Publicado em 20/01/2011
LUCIANE HORCEL

Na Praia do Mucugê, próxima ao centrinho de Arraial d’Ajuda, o visitante pode relaxar em charmosas espreguiçadeiras cobertas com tendas
Anote aíConfira algumas dicas para aproveitar a região ainda mais:
- Se a intenção é tomar uma caipirinha ou qualquer outra bebida com o pé na areia faça seu pedido até as 17 horas. Como anoitece cedo no sul do estado baiano, as barracas de praia fecham cedo.

- Para ir de Porto Seguro a Arraial, basta pegar a balsa. O problema é que na alta temporada, as filas para a balsa são intermináveis, há quem fique três horas esperando para fazer a travessia. Nesse caso, é melhor ir de carro pela BR-101 (até Eunápolis) e pegar a BA-001 (direção Trancoso).

- Não deixe de reservar um dia inteiro para o Arraial d’Ajuda Eco Parque (R$ 60 o ingresso). Além dos muitos toboáguas e brinquedos aquáticos radicais, há uma integração bem agradável com a natureza. Prova disso, é o projeto Coral Vivo, que pode ser visitado lá dentro.

- Para os adeptos do mergulho, um dos pontos interessantes para a prática é a praia Recife de Fora, a 5 milhas náuticas de Arraial (uma hora de navegação). É possível atingir de 2 a 10 metros de profundidade. O batismo custa a partir de R$ 150 por pessoa.

- Entre os meses de julho e outubro, é possível fazer passeios para ver a baleia jubarte. Exibicionistas, elas chegam pertinho das embarcações.

Para badalar até o sol nascer

A noite em Arraial é feita para quem gosta de comer bem e depois curtir uma música ao vivo até mais tarde. Não há muitas casas noturnas, mas em compensação bares e restaurantes têm aos montes. A maioria fica concentrada na Rua do Mucugê.

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Saindo de Porto Seguro, basta pegar a balsa e atravessar o rio Buranhén para conhecer uma parte bem diferente do município baiano. O agito frenético e o axé no último volume ficam para trás. Ninguém requebrando até o chão ou pronto para as azarações desenfreadas nas ruas. Afinal, o barco acaba de atracar em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro que nada tem do clima “popular” da outra margem.

Quem cruza a balsa também gosta das badalações noturnas, mas é bem mais seletivo: prefere os espaços mais refinados de sofisticados restaurantes e o rock clássico tocado nos bares na Rua Mucugê. Aliás, guarde bem esse nome. Com o slogan “A rua mais charmosa do Brasil”, o lugar não é só a alma da noite em Arraial, mas também a marca registrada da cidade. O point, que, aliás, tem uma semelhança incrível com a Rua das Pedras, em Búzios (RJ), simboliza bem o espírito dessa região baiana. Em qualquer restaurante, loja ou bar está um cidadão do mundo (argentinos, alemães, suíços e muitos brasileiros – paulistas, cariocas...). Gente que se apaixonou por Arraial, acabou ficando e resolveu abrir um negócio no Mucugê. Essa pluralidade é que faz de Arraial um lugar diferente, a terra do “eu já fui...”. Afi­nal, com quem quer que você converse, a história começa: “Eu já fui bancário, (engenheiro, professora...) depois vim pra cá e não quis mais ir embora”. Assim, o distrito é um retalho de culturas, sotaques e temperos.
Mas há coisas bem típicas: como a receptividade do povo e a beleza das praias. Por mais que seja até um pouco difícil achar um baiano no meio dessa quase torre de babel, o sorriso largo e o jeito carinhoso denunciam os verdadeiros nativos. A mesma coisa vale para as praias (quase todas com uma média de 2 km de extensão): a areia branca e os belos coqueiros não negam o solo baiano.

Entre as faixas de areia, as mais conhecidas são Pitinga e Parracho. A Praia do Parracho é ponto de encontro dos mais jovens, com windsurfe e luaus. Já Pitinga costuma agradar a qualquer visitante. As imensas falésias brancas e vermelhas e os altos coqueiros compõem a paisagem da praia com 2,5 km de extensão. Para os banhistas de plantão, as ondas não são muito calmas, mas o mar não chega a ser perigoso.

Outra dica é aproveitar as cabanas de praia. Com um atendimento diferenciado, a Barra­ca do Faria merece destaque. Lá, depois de bater um papo com a simpática Léo, a proprietária que trocou Minas por Arraial, vale provar os salgados crocantes (R$ 4,50) – o de camarão e o de mussarela com orégano são de babar. Também não deixe de experimentar pratos como o Ybá Piti, com camarão e creme de abóbora (R$ 29,50). Para acompanhar, uma “caipi” (caipirinha) de melancia com gengibre pode ser uma boa, sai por R$ 7.

Parapente
Pitinga também deve ser o destino dos adeptos de salto de parapente. O passeio – com duração de 20 minutos – custa R$ 150 por pessoa. Para quem não gosta de fortes emoções, é possível caminhar até outras praias, como a do Taipe – são 4 km da Pitinga, andando ou de carro pela estrada antiga Arraial-Trancoso (cerca de 16 km, mais da metade sem calçamento). É uma praia mais reservada, com ondas mais fortes, sem formação de arrecifes e apenas uma cabana de praia. Outra opção é o Rio da Barra, com praia, rio e natureza exuberantes. Por lá, passeios de caiaque pelo rio e caminhadas para apreciar o manguezal preservado.
Serviço:
Os passeios de parapente são oferecidos nas barracas da Praia de Pitinga.
A jornalista viajou a convite da Comissão de Turismo de Arraial d’Ajuda.

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