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A maior cidade da Alemanha, que mistura cultura com vida noturna agitada, recebeu 42 mil brasileiros, só ano passado
Berlim e Viena entram na rota dos brasileiros
A preservação do patrimônio histórico e a efervescência cultural proporcionam experiências marcantes para quem vai à Europa e sai do roteiro tradicional
Elas fazem parte do circuito clássico de quem visita a Europa. Conhecer Berlim e Viena é viver uma experiência diferente, entre o tradicional e o moderno, o antigo e a vanguarda. E cada vez mais turistas de todo o mundo estão optando por esses destinos europeus. Em Viena, foram registrados 10,9 milhões de pernoites em 2010, 10% a mais do que o ano anterior. Da América Central e do Sul foram 63 mil chegadas no mesmo período.
Berlim, por sua vez, alcançou a marca de 20 milhões de pernoites no ano de 2010. Os brasileiros contribuíram: 42 mil pessoas visitaram a maior cidade alemã entre janeiro e dezembro do ano passado. Isso representou um incremento de 51,4% no número de visitantes na comparação com 2009. Desde a Copa do Mundo de 2006, a Alemanha passou a receber mais brasileiros. Os departamentos oficiais de turismo querem capitalizar esse movimento e atrair mais visitantes para as duas cidades, distantes uma hora de voo uma da outra.
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Berço de famílias reais e artistas das mais diversas áreas, Viena atrai turistas do mundo todo
Mas, o que há para ver em Berlim e Viena? Em apenas 20 anos, Berlim deixou de ser uma cidade dividida para virar o destino europeu mais visitado depois de Londres e Paris. A cidade mistura alta cultura com vida noturna agitada e é polo de referência histórica e de tendências para artistas e criadores. É essa mistura que atiça a curiosidade e fez de Berlim um dos principais destinos da atualidade. A capital alemã tem características ambientais importantes, com uso maciço de transporte público, grandes áreas verdes de uso coletivo e recursos tecnológicos de construção que primam pela sustentabilidade em suas obras.
Viena, com seus cafés e confeitaria tradicionais, berço de famílias reais e artistas das mais diversas áreas, da música às artes plásticas, tem mais de 100 museus, além de 27 castelos e 150 palácios. No ano passado, a cidade foi eleita pela consultoria Mercer como a mais habitável do mundo pelo segundo ano consecutivo, comparada a 221 outras localidades. A vida cultural local também é inspiradora para atrair profissionais de vanguarda, que ali montam seus estúdios de criação e bebem da fonte de história e tradição que o lugar oferece.
Turista descolado
Na primavera, dá para economizar
A primavera é uma boa época para viajar para Berlim. É tempo de se esticar sob o sol nos gramados dos parques, sentir o ar perfumado e gelado da estação e aproveitar para economizar. Mesmo não sendo a época de descontos na Europa, a capital alemã é barata. Come-se bem por pouco. Há passes de transporte público e museus que fazem bem ao bolso. Isso sem contar que é uma cidade fácil de se percorrer a pé. É só escolher uma região de cada vez e perder-se nas ruas. Cosmopolita como poucas capitais mundiais, Berlim acolhe a todos numa boa, sem se importar com suas diferenças.
Se quiser permanecer nesta porção da Europa, vá também a Viena, que tem mais panca. É clássica, imponente, musical. Vale correr por suas avenidas até se deparar com O Beijo, de Gustav Klimt, no Belvedere, ou com um concerto gratuito na primeira igreja que cruzar o seu caminho. Aliás, deixe-se levar pela arte que vive na capital austríaca e se perca no som que sai dos ensaios dos cantores e instrumentistas na Ópera de Viena. Se der tempo, logo atrás do prédio, passe para saborear a tradicionalíssima Sacher Torte, no hotel que leva o nome do doce, feito de chocolate e damasco.
Fonte: Larissa Jedyn, repórter do Viver Bem
Publicado em 19/05/2011 | DA REDAÇÃO GAZETA DO POVO

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